segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Quando DJs não são DJs ou...

…dizem que não são, sendo, ou ainda, que são “produtores”. A confusão fica mais séria quando alguém é conhecido no mundo todo sobre a alcunha das duas letras, mas mesmo assim refuta o título e ainda declara, para a imprensa internacional:

“Eu Odeio DJs!!!” – Ah sim, claro. Isso deu um boró lascado. Mas... passou...

Não. Não vai dar para entrar no mérito da questão. Afinal de contas, qualquer um hoje em dia com duas pick-ups “Tecnhics” e um mixer se diz “DJ”. Uma baita injustiça com os profissionais de verdade, diga-se passagem.

Só por causa disso a polêmica já estaria instaurada, com vertentes muito além do objetivo da mensagem do post.

Com a figura do “produtor” era um tanto quanto mais complicado. O camarada tinha de ter um estúdio de milhões de dólares, cheio de equipamentos os quais dariam inveja ao capitão Kirk e seu colega Jean Luc Pickard, ambos, motoristas da espaçonave Enterprise. Uma espécie de “neverland” à la Michael Jackson para nerds e hipsters. Mas, surpreendentemente, e dessa vez falo dos produtores de verdade, um bom computador um excelente microfone, e mais alguns poucos brinquedinhos fazem praticamente tudo o que se pode imaginar. Brian Eno e os cada vez mais chatos integrantes do U2 que o digam.

Joel Thomas Zimmerman, mais conhecido como “Deadmau5” ou “Deadmouse” ou ainda “rato morto” para simplificar é um... um... eh... bem... é um DJ que não gosta de ser chamado de DJ, diz odiar DJs e... peraí, desculpa. Vou começar novamente:

Joel Thomas Zimmerman é um produtor canadense, mais conhecido como “deadmouse” e apesar de odiar DJs, se juntou a outro... eh... bem... “colega?”, conhecido como “Kaskade” e recrutou Haley Gibby, uma loira bonita e dona de uma voz macia e extremamente sensual.

Em tempo: Pena ela ser constantemente prejudicada em suas performances ao vivo por falta de retorno decente no palco. Mas profissional de verdade, quando precisa, se vira de qualquer jeito. Gibby não é exceção.

O resultado foi uma canção de house progressiva, conhecida nos nightclubs decentes do mundo como “I remember”, lançada em 2008 pela Virgin Records na Europa e pela Ultra Records nos Estados Unidos.

Tudo bem. O famoso tuntxi-tuntxi-tuntxi é na maioria das vezes um pé no saco quando os playboys, campeões de torneios de som automotivo te obrigam a ouvir o que eles querem, mesmo quando você está no meio da rua ou trabalhando em seu escritório – o que faz o ódio pela música eletrônica crescer não só em correspondência aos autores do nada incomum episódio, mas ao segmento musical inteiro.

Mas justiça seja feita: DJs e produtores, ou seja lá como queiram ser chamados, costumam ter tendência de elaborar peças memoráveis quando colocam um toque de romance mesclado com um tiquinho de poesia no meio do bate-estacas eletrônico.

Uma pitada de classe de vez em quando não vai trazer qualquer problema às suas respectivas reputações de entertainers. O “rato morto”, seu parceiro de projeto “Kaskade”, David Guetta e outros nomes sabem disso muito bem.

No caso de “I remember”, a recomendação em um dos comentários do vídeo no YouTube é para que se veja o vídeo sob efeito de ácido. Que coisa feia...

Mas nem precisa. De jeito nenhum.
E.Moraz.


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